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Aluguel no DF sobe acima da inflação e pesa no bolso de quem mora de aluguel

Alta de 8,13% em 12 meses supera o IGP-M e reflete juros elevados, baixa oferta e forte demanda por imóveis para locação

Paulo Cesar Sampaio
Por Paulo Cesar Sampaio 3 Min Leitura
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O aluguel no Distrito Federal subiu acima da inflação e já pesa no orçamento de quem depende da locação para morarImagem: Pedro Ventura/Agência Brasília
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O valor médio do aluguel no Distrito Federal registrou alta de 8,13% nos últimos 12 meses até outubro de 2025, segundo levantamento do Sindicato da Habitação do Distrito Federal (Secovi-DF). O percentual ficou bem acima do Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M), que acumulou 0,92% no mesmo período e é tradicionalmente usado como referência para reajustes de contratos de locação.

De acordo com o Secovi-DF, o cenário econômico ajuda a explicar o avanço dos preços. A taxa básica de juros elevada encarece o financiamento imobiliário e afasta muitas famílias da compra do imóvel próprio, aumentando a procura por aluguel e pressionando os valores no mercado do DF.

Juros altos empurram famílias para a locação

Para o presidente do Secovi-DF, Ovídio Maia, a Selic tem impacto direto no orçamento de quem pensa em financiar um imóvel. Com parcelas mais caras e maior comprometimento da renda, o aluguel acaba sendo a alternativa mais viável para parte da população. Esse movimento, somado à lei da oferta e da procura, contribui para a elevação dos preços.

Na prática, o aumento pesa no bolso de quem vive de aluguel. O representante comercial Marco Antônio Theodoro, morador da quadra 404 Sul, afirma que mais da metade do salário é destinada ao pagamento da moradia. Em um apartamento de 30 metros quadrados, ele paga R$ 3.025 apenas de aluguel, sem contar condomínio e IPTU, o que exige ajustes constantes no orçamento mensal.

Mercado aquecido e imóveis pouco tempo disponíveis

Apesar da alta nos valores, o setor imobiliário não registra retração na procura. O empresário Bruno Soares, sócio de uma empresa com 23 corretores de imóveis, afirma que a demanda segue forte e absorve rapidamente os imóveis colocados para locação.

Segundo ele, regiões centrais do Plano Piloto, como Asa Sul e Asa Norte, concentram um dos cenários mais disputados. Nesses bairros, apartamentos com preços considerados dentro da realidade permanecem pouco tempo anunciados, reflexo da combinação entre baixa oferta e demanda elevada, que mantém o mercado aquecido mesmo com aluguéis mais caros.

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