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Banco Central liquida Banco Master após identificar fraude bilionária e crise irreversível

Decisão ocorreu após investigações da Polícia Federal e apontou ausência de condições para recuperação da instituição

Paulo Cesar Sampaio
Por Paulo Cesar Sampaio 2 Min Leitura
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Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master após investigações apontarem fraude bilionária e crise irreversível de liquidezImagem: Reprodução
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O Banco Central decretou, em novembro, a liquidação extrajudicial do Banco Master após operações da Polícia Federal, investigações sobre fraudes e a prisão de empresários ligados à instituição. A medida determinou a interrupção imediata das atividades do banco e sua retirada organizada do Sistema Financeiro Nacional, diante da constatação de que não havia mais capacidade de honrar compromissos financeiros.

Na prática, a liquidação extrajudicial é aplicada quando a insolvência é considerada irrecuperável ou quando há infrações graves às normas que regulam o sistema financeiro. O caso do Banco Master chamou atenção por não ter passado por etapas intermediárias, como regimes especiais de administração ou tentativas de reestruturação, procedimentos normalmente adotados pelo Banco Central em situações de crise.

Decisão direta e sem precedentes recentes

Historicamente, a autoridade monetária costuma lançar mão de instrumentos preventivos antes de decretar uma liquidação. No entanto, no caso do Banco Master, a avaliação foi de que não havia margem para negociação ou recuperação, diante da gravidade dos problemas identificados pelas investigações e pelas análises técnicas.

Segundo o Banco Central, o cenário encontrado inviabilizou qualquer alternativa menos drástica. A instituição apresentava um comprometimento significativo de sua situação econômico-financeira, aliado a uma crise severa de liquidez.

Fraude bilionária agravou a situação

A liquidação ocorreu em meio à descoberta de uma fraude estimada em R$ 12 bilhões. Para tentar manter a liquidez, o Banco Master criou carteiras de crédito e fundos sem lastro real, que teriam sido revendidos como forma de sustentar artificialmente seus cofres.

Em nota, o Banco Central afirmou que “a decretação do regime especial nas instituições foi motivada pela grave crise de liquidez do Conglomerado Master e pelo comprometimento significativo da sua situação econômico-financeira, bem como por graves violações às normas que regem a atividade das instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional”.

Com a liquidação, o Banco Master deixa oficialmente o sistema financeiro, enquanto as investigações seguem para apurar responsabilidades e possíveis desdobramentos judiciais do caso.

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