Em todos os documentos oficiais de educação, consta a necessidade e ou intenção de se formar integralmente o aluno. Essa formação integral pressupõe ir além da aquisição de conhecimento cognitivo, visando o desenvolvimento pleno do indivíduo em diferentes dimensões além da intelectual, mas observando aspectos emocionais, sociais e culturais. Na BNCC – Base Nacional Comum Curricular aparece a questão do desenvolvimento de competência socioemocionais para além das outras tantas aprendizagens.
Ao tratarmos dessa formação, devemos pensar em formar cidadãos críticos e autônomos que atuem sobre sua realidade, transformando-a e ressignificando-a à luz de suas próprias aprendizagens. Para tanto, é fundamental promover uma aprendizagem significativa que vá além da memorização e da assimilação de conteúdos estanques em suas áreas. Assim, há que se estabelecer um pacto entre comunidade, família e escola, cujas responsabilidades pela educação de nossas crianças e adolescentes sejam partilhadas.
Educação positiva
No tocante a essa abordagem centrada no desenvolvimento integral do estudante, temos como possibilidade a adoção de uma educação positiva que se baseia em respeito, empatia, colaboratividade e partilha de saberes. Na educação positiva, o erro passa a ser construtivo, no sentido de que faz parte do processo de aprendizagem. Substitui-se a transmissão do conhecimento pela mediação. Observa-se a flexibilidade curricular de maneira a equilibrar as necessidades e demandas dos estudantes e o que a escola considera importante ensinar.
A educação positiva decorre da psicologia positiva em que a aprendizagem ocorre como resultado de uma ação intencional de adultos na interação com as crianças e os adolescentes, em ambientes escolares e não escolares, que promove um ambiente seguro e propício ao crescimento intelectual e emocional. Nesse sentido, cabe aos adultos incentivar a autonomia, a resolução de problemas, a responsabilização do indivíduo sobre sua própria aprendizagem e a assunção de uma postura crítica em relação à realidade que lhe circunda.
A educação positiva pressupõe a valorização das conquistas, o feedback constante e construtivo, além da adoção de uma escuta ativa em que a criança e o adolescente são ouvidos de maneira autêntica. Sob essa perspectiva, a comunicação assume enorme destaque no que tange à qualidade das relações que se estabelecem no ambiente social. A interação precisa ser clara, objetiva, assertiva e simétrica entre os interlocutores. É por meio dessa interação que as pessoas aprendem umas com as outras e se estabelecem os laços de confiança tão cruciais ao processo de aprendizagens.




