Não espere que o mundo mude. Comece mudando você. Há em nós um impulso quase automático para desejar transformações externas, apontar o que precisa ser corrigido nas pessoas e no ambiente à nossa volta. E é verdade que o mundo precisa mudar. Existem aspectos que devem ser revistos, eliminados, ampliados e também preservados. Não podemos ignorar o que já nasce da força e da beleza que sustentam nossa existência.
Assim como você, observo o mundo e identifico, com desconforto, situações que não deveriam existir. Mas a mudança não começa fora. O mundo muda quando nós mudamos. Essa transformação nasce de dentro para fora, no mergulho interior que revela quem somos, o que sentimos e como nos movemos.
Vejo a mudança sob dois aspectos. O primeiro diz respeito à forma como interpretamos o mundo. Ele ganha a cor que escolhemos pintar. Muito do que enxergamos fora é reflexo do que habita em nós. Quando transformo a minha visão, transformo o mundo que percebo. O segundo aspecto é a ação prática. Ao me conhecer, fortaleço escolhas mais coerentes, capazes de alterar realidades e gerar movimentos de transformação.
A lente interna
Quando amplio em mim a amorosidade, o mundo recebe mais amor. Quando cultivo generosidade, o mundo se torna mais generoso. Quando sou mais gentil, justo, humano e colaborativo, deixo rastros que inspiram e renovam o espaço ao meu redor.
Quer mudar o mundo? Comece por você. Comece por dentro. Permita que o seu devir aconteça. Devir é o vir a ser, a consciência de que não somos apenas o que somos hoje, mas tudo o que podemos nos tornar. É o movimento que atualiza a essência e nos conduz à melhor versão de nós mesmos.
E, como nos lembra Mahatma Gandhi, seja você a mudança que deseja ver no mundo.




