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Emendas na veia e cobrança por mais saúde

Jorge Vianna destina 106 milhões de reais para o SUS do Distrito Federal

Dedé Roriz
Por Dedé Roriz 3 Min Leitura
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Minhas emendas entram na veia do paciente”, afirma Jorge Vianna sobre os 106 milhões destinados à saúde Imagem: Dedé Roriz
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Enfermeiro do Samu e oriundo do movimento sindical, Jorge Vianna ganhou nas ruas o apelido de deputado da saúde. Não foi por acaso. Desde o primeiro mandato, ele calcula ter destinado 106 milhões de reais exclusivamente para a área, 88 milhões já executados e cerca de 17 milhões previstos para o próximo ano.

Minhas emendas não aparecem nas ruas, entram na veia do paciente”, afirma.

Ele destaca que muitos colegas colocam valores bem menores na saúde.


Os recursos bancaram desde medicamentos, EPIs e uniformes até equipamentos caros, enxoval completo para pacientes e trabalhadores do Instituto de Cardiologia e Transplantes do Distrito Federal (ICTDF) e ainda parquinhos em hospitais e UBS para aliviar a rotina de crianças internadas. Vianna critica a lógica de um modelo político que aplaude túneis e viadutos, mas quase não enxerga o impacto de um lençol limpo, de um leito de UTI equipado ou de uma cirurgia viabilizada pelo orçamento invisível das emendas.


Concursados


Na avaliação que faz da rede, o distrital diz que o maior gargalo não está apenas na gestão, mas na falta de gente e de dinheiro. Ele cita déficit superior a 20 mil servidores na saúde, com pelo menos 5 mil técnicos de enfermagem a menos que o previsto em carreira, além de escassez de enfermeiros, médicos e dentistas, enquanto hospitais antigos mantêm a mesma estrutura de décadas atrás diante de cidades que cresceram sem parar.


Parte dessas emendas também permitiu ampliar pequenos procedimentos e acelerar cirurgias represadas, o que ajuda a aliviar filas e reduz agravamentos que sobrecarregam a rede. Para Vianna, são investimentos silenciosos, porém essenciais para melhorar a experiência do paciente e dar condições reais de trabalho às equipes.


Por isso, ele envia um recado direto ao governador Ibaneis Rocha: depois de fortes investimentos em segurança pública e obras, seria a hora de fechar o mandato com uma marca na saúde, com a nomeação de aprovados em concursos e a abertura de novas seleções. Para o deputado, esse gesto teria efeito imediato nas filas, na sobrecarga das equipes e na percepção da população sobre o SUS do Distrito Federal.

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