A investigação que envolve Bruno Henrique ganhou um novo contorno após decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal. Nesta quinta-feira (4), a terceira turma do TJDFT acolheu, por unanimidade, o recurso apresentado pelo Ministério Público do DF e determinou que o atacante do Flamengo também responda por estelionato. Outros oito envolvidos passam pela mesma ampliação da denúncia.
Antes disso, o grupo já era réu por suspeita de fraude em apostas esportivas. Em setembro, o juiz Fernando Brandini Barbagalo, da 7ª Vara Criminal do DF, havia mantido a rejeição da acusação de estelionato, afirmando que faltava um requisito legal essencial: a representação formal das casas de apostas, apontadas como vítimas.
A denúncia apresentada pelo MP afirma que Bruno Henrique teria provocado um cartão amarelo de forma intencional em partida contra o Santos, em novembro de 2023, no Estádio Mané Garrincha, para beneficiar um esquema de apostas. O jogador e seu irmão, Wander Nunes Pinto, tornaram-se réus em julho.
Decisão permanece apesar do pedido do MP
Mesmo após recurso do MP em agosto, Barbagalo reforçou que não houve manifestação clara das empresas supostamente prejudicadas. Segundo o magistrado, as casas de apostas apenas responderam a questionamentos da Polícia Federal e do Ministério Público, sem expressar vontade de seguir com a denúncia por estelionato.
A decisão desta quinta-feira reverte esse cenário. Ao acolher o recurso do Gaeco, o Tribunal de Justiça do DF amplia o processo e transforma os nove acusados em réus também por estelionato. Não há previsão para julgamento das acusações.
A defesa de Bruno Henrique afirmou, em nota, que a decisão contraria uma análise devidamente fundamentada em primeira instância e adiantou que recorrerá aos órgãos competentes. O g1 busca contato com os advogados dos demais réus.




