O Palácio do Buriti é um espaço onde decisões urgentes fazem parte da rotina, e Celina Leão transita por ele com firmeza e objetividade. Na entrevista ao Jornal Capital Federal, ela foi direta ao abordar o tema da segurança pública. Defendeu ações estratégicas e integradas no enfrentamento ao crime organizado, destacando a capacidade das forças locais. “A polícia do DF é a melhor do Brasil e temos condição de apoiar outros estados.” Para Celina, o avanço das facções exige vigilância constante e respostas rápidas. “O avanço das facções demanda inteligência, presença e decisões firmes.”
Quando o assunto é juventude, o tom muda sutilmente. Celina afirma que Brasília precisa oferecer oportunidades alinhadas ao futuro digital, especialmente para os jovens mais vulneráveis. “Se o futuro é digital, Brasília precisa preparar seus jovens para competir com o mundo.” Segundo ela, programas de tecnologia deixam de ser apenas políticas públicas e passam a funcionar como ferramentas de transformação e inclusão.
Um DF que cuida
A saúde mental aparece como um dos temas tratados com mais sensibilidade por Celina. Ela reconhece as fragilidades da rede e defende uma reestruturação que garanta acolhimento e continuidade no atendimento. “Não podemos aceitar que essa rede funcione de forma precária.” Para a gestora, fortalecer essa área é essencial para amparar famílias que enfrentam dores silenciosas e que nem sempre encontram apoio.
Ao falar sobre a presença feminina em espaços de poder, Celina traz a experiência de quem vive a política de dentro. Para ela, quando uma mulher ocupa a mesa de decisão, o debate muda e ganha amplitude. “A segurança pública precisa dessa perspectiva.” Segundo Celina, políticas mais humanas nascem desse olhar plural, capaz de identificar nuances que muitas vezes passam despercebidas.
No fim da entrevista, ela sintetiza o conjunto de prioridades que, em sua visão, precisa avançar de forma integrada no Distrito Federal. “O Distrito Federal precisa avançar, e avançar agora. Segurança, tecnologia, saúde, inclusão. Não dá para escolher só um caminho. Precisamos escolher todos.” A fala, firme e direta, reforça o senso de urgência que marcou toda a conversa.




