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13º salário deve aliviar dívidas em atraso no Distrito Federal

Injeção de R$ 10,5 bilhões deve conter avanço das dívidas e devolver parte dos brasilienses ao mercado de crédito

Redação
Por Redação 3 Min Leitura
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Brasilienses aguardam o 13º salário para reorganizar as contas e aliviar dívidas que cresceram ao longo do ano no Distrito FederalImagem: Divulgação/Fecomercio DF

O fim de ano chega com um sopro de esperança para milhares de famílias do Distrito Federal. Depois de meses de avanço contínuo do endividamento, o 13º salário pode se tornar a principal ferramenta para reorganizar as contas e reduzir as dívidas que pressionam o orçamento doméstico.

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC-DF), da Confederação Nacional do Comércio, mostra que 76,5% das famílias brasilienses estavam endividadas em outubro. São 819.778 lares com contas a vencer, 26,8 mil a mais que no mês anterior.

A inadimplência recuou ligeiramente, passando de 42,3% para 42,1%, o que ainda representa 450.729 famílias. Outro dado que preocupa é o aumento do grupo que afirma não ter condições de pagar o que deve: agora são 196.931 famílias, ou 18,4% do total.Mesmo nesse cenário tenso, a chegada do 13º salário renova expectativas.

Para o presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, o pagamento extra — estimado pelo Dieese em R$ 10,5 bilhões no DF — costuma funcionar como alavanca para a retomada do crédito. Ele lembra que o início do ano mostrou queda gradual entre os que não conseguiam honrar suas dívidas.

Em novembro de 2024, eram 21,2% sem possibilidade de pagamento.Em dezembro, caiu para 20,8%; em janeiro, para 20%; e, em fevereiro, para 18,6%. Esses movimentos revelam que parte importante do 13º ajuda as famílias a reorganizar as finanças e voltar ao mercado de crédito, afirma.

Aparecido ressalta também o papel do pagamento extra na economia do DF. Além de quitar pendências, ele pode reforçar a poupança, permitir pequenas viagens e impulsionar as vendas típicas de fim de ano, como Black Friday e Natal.

Inadimplência dá sinais de leve recuo

Os números da PEIC mostram ainda que o comprometimento médio da renda permanece estável em 22,1%, índice inferior ao nacional, de 29,6%. O atraso médio das contas caiu para 69 dias. Mesmo com inadimplência acima de 40% desde o fim de 2024, indicadores complementares sugerem certa estabilidade em um ambiente marcado por juros elevados nos últimos anos.

O Dieese aponta que o DF terá o maior valor médio de 13º salário do país: R$ 5.877. O benefício deve alcançar 1,72 milhão de pessoas, movimentando recursos equivalentes a 2,6% do PIB local. A maior fatia — 87,2% — ficará com trabalhadores formais, somando R$ 9,2 bilhões.

Beneficiários do INSS receberão R$ 871 milhões, e aposentados e pensionistas do regime próprio do DF, R$ 479,9 milhões.Com um dos 13º mais robustos do país e sinais de melhora na capacidade de pagamento, o Distrito Federal entra no período mais movimentado do comércio com perspectivas de retomada — ainda cautelosa, mas palpável.

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