Aos 36 anos e com 16 de serviço público, o secretário de Ciência e Tecnologia do Distrito Federal, Rafael Moreira Vitorino transforma a experiência acumulada no Detran e no gabinete do deputado Fred Linhares em resultados concretos. À frente da pasta, conduz uma estratégia que une inclusão digital, inovação e visão de cidade inteligente, com projetos que saem do discurso e chegam ao dia a dia da população.
Um dos principais eixos é o Wi-Fi social, política pública sem custo para o GDF e para o usuário, com mais de 170 pontos em locais de grande circulação, como rodoviária, hospitais, feiras e unidades de saúde. Em 2025, a rede ultrapassou 150 milhões de acessos. A meta é chegar a 250 pontos, ampliando a cobertura em terminais rodoviários, restaurantes comunitários e regiões como Pôr do Sol e Sol Nascente, onde muitas famílias dependem da conexão gratuita para pagar contas, chamar transporte por aplicativo e acessar serviços públicos.
A estratégia segue o objetivo do governador Ibaneis Rocha e da vice Celina Leão de posicionar Brasília entre as cidades mais conectadas do país. Além da internet pública, a secretaria participa da política de eletrificação da frota, que isenta taxistas na compra de veículos elétricos e prepara um credenciamento para instalar novos eletropostos em pontos estratégicos, facilitando a recarga e fortalecendo o conceito de smart city.
Inclusão que transforma
Na outra ponta, a aposta é na formação de pessoas. O projeto Brasiliar leva carretas-escola a várias regiões administrativas, com cursos de desenvolvimento de jogos, marketing digital, internet das coisas e inteligência artificial. Em cada cidade, de 500 a 600 alunos passam pelas turmas, reunindo crianças, jovens e idosos. Histórias como a de um menino de 11 anos, que usou IA para produzir um e-book sobre mercado financeiro, revelam o potencial que existe nas periferias quando a oportunidade chega.
O Game Hub, primeiro hub público da indústria de desenvolvimento de jogos do Brasil, acelera startups sem cobrar aluguel. Ali, equipes criam desde jogos educativos para o trânsito até produtos com potencial para movimentar a economia criativa e manter talentos da área em Brasília.
Fechando o ciclo, o Reciclotec transforma lixo eletrônico em ferramenta de inclusão. Computadores descartados por órgãos públicos são recondicionados por alunos capacitados pelo projeto e redistribuídos para escolas e instituições do GDF. Já são cerca de 4,5 mil máquinas reaproveitadas, com economia estimada em milhões de reais aos cofres públicos e impacto ambiental positivo.




