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Lula afirma que traficantes são “vítimas dos usuários” e provoca debate sobre combate às drogas

Durante entrevista na Indonésia, presidente defende abordagem diferente na guerra contra as drogas e diz que o foco deveria estar nos consumidores

Flávia Marinho
Por Flávia Marinho 2 Min Leitura
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante coletiva de imprensa em Jacarta, na Indonésia, onde comentou sobre o combate às drogas e gerou polêmica com suas declaraçõesImagem: Ricardo Stuckert/Agência Brasil
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Durante entrevista coletiva em Jacarta, na Indonésia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) provocou polêmica ao afirmar que os traficantes são “vítimas dos usuários de drogas”. A declaração foi dada nesta sexta-feira (24), ao comentar sobre as políticas de enfrentamento ao tráfico e as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Lula explicou que a dinâmica do tráfico é resultado de uma relação de troca, em que há quem venda porque existe quem compre, e vice-versa. Para ele, tanto o Brasil quanto os Estados Unidos teriam mais facilidade em combater o problema se o foco fosse voltado aos dependentes químicos.

O comentário surgiu após o presidente ser questionado sobre falas recentes de Trump, que defendeu ações mais duras contra traficantes e chegou a afirmar que “não é preciso declarar guerra para matar traficantes de drogas”. O petista, por outro lado, defendeu que o enfrentamento às drogas exige mais cuidado e reflexão sobre as causas sociais do consumo.

Encontro com Trump

A entrevista aconteceu ao final da visita de Lula à Indonésia, país onde cumpre agenda oficial antes de participar de um encontro paralelo à cúpula do sudeste asiático, neste domingo (26), onde deve se reunir com o presidente americano.

As declarações repercutiram rapidamente no Brasil, gerando críticas de parlamentares da oposição. Para eles, o discurso do presidente relativiza o papel do tráfico e minimiza o impacto da criminalidade associada às drogas. Já apoiadores de Lula destacam que a fala busca ampliar o debate sobre políticas públicas mais humanas e eficazes no combate à dependência química.

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