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Precisamos comer a cada 3 horas?

Não existe uma regra única que sirva para todos. Mais importante é aprender a ouvir o próprio corpo e respeitar os sinais de fome e saciedade.

Simone Dias
Por Simone Dias  - Nutrição 3 Min Leitura
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Ouvir o corpo é mais importante do que seguir horários rígidos na alimentaçãoImagem: Freepik
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Você já ouviu que “o certo é comer de três em três horas”? Durante muito tempo, essa ideia foi repetida como uma regra para acelerar o metabolismo e evitar que o corpo acumulasse gordura. Acabou virando um conselho quase automático, mas a verdade é que essa orientação não funciona da mesma forma para todo mundo.

Nosso corpo é perfeitamente capaz de passar períodos mais longos sem comer, desde que as refeições sejam equilibradas e forneçam a energia e os nutrientes de que precisamos. O metabolismo não desacelera só porque ficamos algumas horas sem comer. O que realmente faz diferença no gasto de energia ao longo do dia é o conjunto da alimentação, a qualidade dos alimentos, o nível de atividade física entre outras questões.

Conexão com o corpo

Outro ponto importante é que cada pessoa sente fome de um jeito diferente. Algumas têm fome com mais frequência e se beneficiam de intervalos menores entre as refeições. Outras se sentem bem fazendo apenas as três refeições principais do dia. Obrigar-se a comer sem fome, apenas para cumprir horários, pode atrapalhar a conexão com os sinais do corpo e até aumentar o risco de comer além do necessário.

Autorregulação do corpo

Também vale dizer que comer a cada três horas não impede, por si só, episódios de compulsão ou exagero alimentar. O que realmente ajuda é ter refeições completas, com boas fontes de fibras, proteínas e gorduras boas, que promovem saciedade e mantêm a glicemia mais estável. Quando as refeições são equilibradas, o corpo tende a se autorregular, e a fome aparece de forma mais gradual e previsível.

Sinais de fome e ansiedade

A ideia de comer de três em três horas se popularizou muito nas últimas décadas, em parte impulsionada por interesses da indústria alimentícia e de suplementos, que se beneficiam do aumento no consumo de lanches e produtos ao longo do dia. Apesar disso, essa não é uma necessidade para a população em geral. Em alguns casos clínicos específicos como gastrite, refluxo, hipoglicemia reativa, diabetes ou outras condições de saúde pode ser recomendado fazer refeições mais frequentes, mas isso deve ser avaliado individualmente por um profissional de saúde. Por isso, não existe uma regra única que sirva para todos. Mais importante do que seguir o relógio é aprender a ouvir o próprio corpo e respeitar os sinais de fome e saciedade.

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Posted by Simone Dias Nutrição
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Especialista em comportamento alimentar – Foco ajudar mulheres a entenderem a alimentação como uma grande aliada na saúde e na qualidade de vida.
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