O futuro do Brasil será marcado por uma especificidade demográfica que exige reflexão urgente e ação coordenada: uma crescente população idosa. Em poucos anos, os idosos representarão uma parcela significativa da sociedade, e esse envelhecimento da população impõe desafios complexos e multifacetados, que vão muito além das questões previdenciárias.
Provavelmente em pouco mais de 15 anos, você que está lendo ou já será um idoso ou terá alguém próximo que é idoso e pensando nisso temos que mobilizar os setores da nossa sociedade – comércio, educação, terceiro setor, indústria e a família – para uma construção de cidades inclusivas para esta faixa etária.
Envelhecimento saudável
No campo das políticas públicas, é importante expandir serviços de saúde especializados aos idosos, bem como, incentivar a saúde suplementar (planos de saúde) a ter programas para um envelhecimento saudável, por meio da promoção da saúde de seus beneficiários.
Além disso, políticas integradas devem contemplar a autonomia do idoso e a prevenção da dependência, com apoio a programas de socialização, estímulos cognitivos, espaços de urbanidade e acessibilidade afim de que diminua o isolamento social e aumente a qualidade de vida dos idosos.
O mercado, também precisa “enxergar além do alcance” e ser visionário. Não podemos restringir as opções do envelhecimento apenas para questões de previdência. Tecnologias inovadoras, moradias adaptadas, ações financeiras personalizadas para o envelhecimento, turismo para as pessoas idosas, podem aquecer os mercados futuros do Brasil e focar na diversidade etária que teremos em um futuro breve.
Programas de mentoria, ações laborais de inserção no conhecimento do idoso, deverá ser a pegada das grandes empresas. Aproveitar todo o conhecimento e vivência dos idosos pode ser um ponto de diferencial competitivo das futuras empresas.
Formação e capacitação profissional
No ensino, as escolas e universidades têm papel fundamental na formação de profissionais capacitados para atuar com idosos em diferentes áreas, da saúde à tecnologia, passando pela educação continuada externa para os próprios idosos.
Estimular a educação intergeracional pode ser um caminho para promover o respeito, a troca de conhecimento e a convivência harmoniosa. Além disso, programas de alfabetização digital para a terceira idade devem ser valorizados, promovendo autonomia e participação em uma sociedade cada vez mais conectada.
Envelhecer é um processo natural que pode ser zelado com dignidade e qualidade de vida. Para o Brasil dar conta desse futuro, é fundamental agir desde agora! Entender os gargalos dos nossos idosos de hoje, planejar o futuro dos nossos próximos idosos, será a diferença de um país mais justo e de mais respeito e zelo aos que tanto foram especiais na aventura que é a nossa vida!




