Uma das grandes dificuldades que vemos nas escolas é a falta de foco das crianças. Há uma dinâmica diferente nas relações, nas formas de se comunicar e nas formas de vincular o seu interesse a uma determinada atividade. Muitos alegam que persistem metodologias frágeis e repetitivas que mais desestimulam do que motivam o engajamento das crianças ao que está sendo proposto. O resultado disso impacta diretamente na aprendizagem.
Estudos de neuroarquitetura
Os estudos na área de neuroarquitetura têm mostrado que os ambientes não são neutros, ultrapassando as questões relacionadas à forma e à funcionalidade. Os ambientes precisam trazer conforto, acolhimento e felicidade por ocupar esses espaços. Dito de outra maneira, podemos afirmar sinteticamente que o ambiente gera propensões comportamentais, mudanças de humor ou mesmo criam estados de espírito que podem ser favoráveis ou não à aprendizagem, por exemplo.
Capacidade de concentração
Um lugar de leitura, por exemplo, mal iluminado pode impedir a ação de ler na medida em que, a pouca luminosidade remete à sensação de sono, fazendo com que percamos nossa capacidade de concentração naquele determinado texto. O ambiente deve, portanto, ser propício à geração de sinapses cerebrais, fundamentais à aprendizagem e à memória. É comum ouvirmos dizer que o ambiente reflete muito a pessoa que o utiliza. E é verdade. Assim como também é correto dizer que moldamos o ambiente em que estamos.
Organização personalizada
A organização personalizada de ambientes equilibrados que promovam o bem-estar, a atenção e a motivação facilita a criação de uma simbiose positiva entre o ambiente e nossas características pessoais, o que pode ser muito salutar no processo de aprendizagem. Daí a importância de se pensar no cuidado que precisamos ter com os ambientes – escolares e familiares – em que se privilegie a limpeza, a iluminação, a climatização adequadas aos estudos. Para muitas de nossas crianças, a escola pode ser o único refúgio aprazível de acesso ao conhecimento.




