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Por uma educação empreendedora

Devemos abandonar antigos paradigmas e buscar metodologias dinâmicas que criem o salutar equilíbrio entre o que queremos ensinar e o que nossas crianças e adolescentes querem e precisam aprender

Sandra Mara Bessa
Por Sandra Mara Bessa  - Professora 3 Min Leitura
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Educação empreendedora prepara jovens com criatividade, autonomia e visão críticaImagem: Freepik
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As teorias da educação há muito alardeiam que devemos promover a formação integral do indivíduo, pensando especialmente em dar as condições para que consiga se inserir na sociedade da maneira mais plena possível. Nesse sentido, são muitos os teóricos que defendem que se deve investir em uma educação empreendedora. Mas de que empreendedorismo estamos falando? Queremos formar nossas crianças para serem pequenos empresários? Ao falarmos de empreendedorismo, precisamos então esclarecer o conceito com o qual queremos abordar o tema. Empreender aqui vai muito além da abertura de um negócio próprio. Trata-se da possibilidade de se adotar um comportamento empreendedor.

Desenvolvimento de competências

No que diz respeito à assunção dessa mentalidade empreendedora (que tem relação com o que os teóricos da administração chamam de mindset de crescimento), abre-se um leque de atuação para a própria carreira ou para as instituições das quais fazemos parte, o que nos impele à autonomia para escolher nossos próprios caminhos. Esse modo de ver o empreendedorismo pressupõe, assim, o desenvolvimento de competências e habilidades como criatividade, capacidade de inovação, visão ampla de cenários, percepção crítica da realidade, comunicação clara e intuição para compreender quando uma oportunidade surge. Uma educação empreendedora, portanto, dá as condições para que o indivíduo atue sobre sua realidade, trazendo contribuições claras para a coletividade.

Como se pode atestar, nada mais natural do que trazer essa responsabilidade para dentro da escola que se propõe, como dissemos no início, à formação integral do indivíduo. Outro ponto importante que corrobora o bom papel que a escola pode adotar é o que tange à compreensão dessa postura empreendedora como competência. Isso significa dizer que não se trata de um conjunto de talentos com os quais alguns nasceram e outros simplesmente não os têm. Mas competência que pode ser desenvolvida em qualquer momento da vida. Daí a propositura de alguns teóricos de que se trabalhem as habilidades que geram essa competência empreendedora desde a educação infantil.

Resignificação da educação numa perspectiva mais integradora

Essa perspectiva nos leva a um lugar em que, por meio do lúdico, da brincadeira, podemos dar grandes lições de vida. Buscar novas formas de ensinar e de aprender se mostra como necessário. Ressignificar a educação numa perspectiva mais integradora, transversal, inclusiva e criativa pode gerar mais frutos do que esperamos. É preciso trazer para a sala de aula mecanismos para trabalhar a curadoria da informação, a busca por soluções para problemas e desafios instigantes, o desenvolvimento da inteligência emocional e da aprendizagem em rede. Para isso, devemos abandonar antigos paradigmas e buscar metodologias dinâmicas que criem o salutar equilíbrio entre o que queremos ensinar e o que nossas crianças e adolescentes querem e precisam aprender.

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Posted by Sandra Mara Bessa Professora
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Gestora de projetos e especialista em Educação
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