Na vida, nem sempre é fácil colocar limites. E isso aparece também na forma como nos relacionamos com a comida. Vejo muitas pessoas que atropelam seus próprios objetivos para atender às expectativas de outros. “Meu marido comprou, eu comi”. “Minha mãe me deu, não quis desagradar e acabei levando para casa”. No fundo, a pessoa sabia que não queria aquele alimento, mas não conseguiu sustentar o seu “não”. Depois, vem a culpa — culpa do outro, da situação, de si mesma.
De outro lado, há quem seja rígido demais. Gente que aprendeu a enxergar a alimentação só pela lente da dieta e acaba dizendo “não” a tudo, mesmo ao que gostaria de comer. E o curioso é que, muitas vezes, rotula como “não saudável” algo que de fato é nutritivo, mas que entrou na lista de “proibidos”. Essa inflexibilidade também cobra um preço: ansiedade, frustração e uma relação cada vez mais pesada com a comida.
Aprenda a dizer sim ou não
Encontrar limites saudáveis é aprender a dizer sim e não na medida certa. É saber recusar quando algo realmente não faz sentido para você, sem medo de decepcionar o outro. Mas também é permitir-se aceitar quando deseja, sem culpa, entendendo que prazer e saúde podem caminhar juntos.
Os limites não são paredes rígidas, mas fronteiras flexíveis que protegem o que é importante para nós. Quando aprendemos a respeitar nossos objetivos e necessidades, e ao mesmo tempo a nos abrir para escolhas conscientes, criamos espaço para viver a alimentação de forma mais leve e equilibrada.
No fim, colocar limites não é afastar, mas cuidar de si — e, quando cuidamos de nós mesmos, também conseguimos cuidar melhor das nossas relações e da vida como um todo.
Quer refletir mais sobre esse tema e aprender a construir uma relação mais saudável com a comida? Me acompanhe no Instagram: @simonediasnutricionista.




