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Educação e saúde contra a desinformação

É importante escola atuar em conjunto com os órgãos de saúde na garantia de direitos das crianças e no esclarecimento dos pais

Sandra Mara Bessa
Por Sandra Mara Bessa  - Professora 3 Min Leitura
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Educação e saúde unidas no combate à hesitação vacinal e na proteção das crianças Imagem: Agência Brasília
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É importante escola atuar em conjunto com os órgãos de saúde na garantia de direitos das crianças e no esclarecimento dos pais

A ciência reconhece a vacinação como uma das mais eficazes estratégias para prevenção contra doenças infectocontagiosas e, portanto, de preservação da saúde coletiva. A imunização por meio de vacinas reduz a disseminação de doenças nas comunidades, protegendo e fortalecendo a todos, inclusive aqueles que, por motivos alheios à sua própria vontade, não podem ser vacinados. O Brasil sempre se destacou por sua política vacinal, alcançando enorme contingente populacional, tendo erradicado de seu território inúmeras doenças que hoje voltam a aparecer. O SUS propicia gratuitamente essa proteção à saúde da população em todos os seus ciclos de vida.

Para que essa política de saúde pública dê certo, há que se promover um grande pacto interfederativo em que a União, os estados e municípios estejam comprometidos em viabilizar e estimular a vacinação. É preciso compreender que a não vacinação coloca em risco o trabalho de décadas de equipes de saúde que, baseados em dados científicos, promovem o atendimento a essa demanda preventiva tão importante. Eis que vivemos um momento em que educação, ciência e saúde precisam mais do que nunca caminhar juntas em favor da divulgação de informações corretas e do cuidado com nossas crianças e idosos, principalmente.

Hesitação vacinal

O Ministério da Saúde chama esse fenômeno de recusa de se tomar vacinas de hesitação vacinal, decorrente de cinco aspectos principais a saber:

  • Complacência (percepção de risco sobre doenças imunopreveníveis);
  • Conveniência (acesso aos serviços de vacinação e às vacinas);
  • Confiança (segurança e eficácia das vacinas e nas autoridades de saúde);
  • Contexto (conjunto de crenças e diferenças socioeconômicas e culturais);
  • Comunicação (conhecimentos, atitudes e práticas baseadas em fatos verídicos ou não).

Neste momento, por exemplo, vivemos uma crise de infecções pulmonares graves em vários estados brasileiros e a maior parte dos internados não tomou vacina contra gripe.

Atuação conjunta

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a hesitação vacinal é uma das dez principais ameaças à saúde global. Daí a importância de a escola atuar em conjunto com os órgãos de saúde na garantia de direitos das crianças, atuando no esclarecimento das crianças e dos pais sobre a importância de seguir o calendário vacinal, acompanhando essas crianças e criando os meios para que possamos alcançar os patamares desejados de imunização.

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Posted by Sandra Mara Bessa Professora
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Gestora de projetos e especialista em Educação
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