É impossível ouvir Paula Freitas sem perceber a intensidade que move cada frase. Ela não fala apenas de política, fala de vida. Mineira de Juiz de Fora, chegou a Brasília em 2009 para cursar Engenharia Mecatrônica na Universidade de Brasília (UnB) e trouxe na bagagem experiências de superação que se transformaram em combustível para sua caminhada.
Como mulher, preta e engenheira, Paula nunca se intimidou em espaços dominados por homens. Ao contrário, fez das barreiras degraus. “Sou resultado das dificuldades que enfrentei. Transformei cada uma delas em representatividade”, afirma.
À frente do PSD Mulher-DF, conquistou respeito pela forma como conduz. Para ela, política é mais do que discurso: é escuta. “A mulher não tem só voz ela escuta. Nosso olhar vai além, enxerga o que está por trás das histórias.” Paula defende que ocupar espaços de poder não é concessão, é direito.
No dia em que assumiu a presidência do PSD Mulher-DF, emocionou-se ao citar a filha, Sarah, como inspiração para cada passo. “Carrego comigo um propósito de vida. Quero que minha filha cresça em um mundo em que mulheres saibam que o poder também pertence a elas”, declarou.
Entre raízes e conquistas
Paula faz questão de registrar sua gratidão ao presidente do PSD-DF, Paulo Octávio. “Ele acreditou no meu potencial e me acolheu. Esse voto de confiança foi fundamental para que eu pudesse assumir essa responsabilidade com ainda mais determinação”, reconhece.
Mãe, entende a maternidade como escola de sensibilidade e gestão. “Quem gesta uma vida, gesta sistemas, governos, projetos. Ser mãe me ensinou a governar com coração.”
Engenheira formada pela UnB, Paula decidiu ir além. Conquistou quatro pós-graduações em Inteligência Artificial, Neurociência, Perícia em Obras e Engenharia de Segurança e hoje une conhecimento técnico à sensibilidade política. “A tecnologia precisa estar a serviço da justiça social. Inovação e políticas humanas andam juntas.” A tecnologia precisa estar a serviço da justiça social. Inovação e políticas humanas andam juntas.Paula Freitas
Embora muitos a apontem como futura candidata, Paula prefere passos firmes e progressivos. “Sempre fui presidente: de turma, de projetos, de organizações. Liderança é meu caminho natural, mas cada etapa tem seu tempo.” Para ela, mais importante que o cargo é o legado.
Um legado
Esse legado já tem nome: INNER 360, seu Instituto de Desenvolvimento Humano. Criado há 15 anos, tornou-se o maior instituto de neurolinguística da América Latina, com mais de 40 mil alunos espalhados pelo mundo. “Nossa filosofia é ser farol: giramos para dentro para depois iluminar o mundo. Esse trabalho me faz vibrar e me dá a possibilidade de ajudar pessoas por meio da inteligência emocional e da programação neurolinguística”, explica.
Paula Freitas não se define pelos títulos que acumula, mas pela missão que a move: abrir caminhos, gerar oportunidades e mostrar que mudança não é favor, é direito. Um direito de todas as mulheres.




