A política do Distrito Federal tem seus holofotes, mas também seus bastidores e é nesse terreno, entre articulações discretas e movimentações calculadas, que o jogo de 2026 já começou. Uma nova elite se desenha. Com ou sem mandato, esses personagens formam a chamada “primeira camada” onde se decide o que realmente importa.
No centro desse grupo está Celina Leão, vice-governadora que atua com protagonismo. Com trânsito entre forças diversas e forte presença no governo Ibaneis, ela não apenas exerce o cargo: antecipa o futuro. Ignorar seu nome na disputa majoritária é um erro estratégico.
Fred Linhares, deputado federal e comunicador nato, ganhou musculatura política. Conectado às bases e com atuação firme em Brasília, conquistou respeito em diferentes frentes e entrou no radar das grandes articulações.
Influência além do mandato
Sem mandato, mas com enorme influência, Michele Bolsonaro se tornou nome obrigatório nas rodas de conversa. De possível candidata ao Senado a aposta para voos mais altos, hoje ela movimenta a direita como poucos.
Na outra ponta, Leandro Grass foi convidado pessoalmente por Lula a se filiar ao PT e, com isso, consolidou-se como o principal nome da esquerda local. Sempre bem nas pesquisas, agora soma estrutura e respaldo nacional.
No cenário já conhecido, seguem fortes Bia Kicis, Damares Alves, Leila do Vôlei e Izalci Lucas. Com bases fiéis e discursos consolidados, eles continuam sendo peças relevantes nos seus respectivos campos ideológicos.
Nos bastidores, Gustavo Rocha, chefe da Casa Civil, cresce em silêncio. Com estilo técnico e político ao mesmo tempo, tornou-se figura central no núcleo duro do GDF. É a ponte entre Executivo e Judiciário e seu nome circula com frequência nas rodas mais restritas.
Com microfone ou sem, todos eles já estão em campo. E o futuro do DF, mais uma vez, será traçado por quem já ocupa hoje o andar de cima do tabuleiro político.




