A violência doméstica no Distrito Federal levou, novamente, à prisão de uma mulher acusada de descumprir uma Medida Protetiva de Urgência (MPU). A detenção ocorreu na última quarta-feira (19), no Núcleo Bandeirante, e marcou a oitava prisão deste tipo no ano de 2025.
A agressora, monitorada pelo Serviço de Proteção à Mulher da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), foi interceptada antes de conseguir se aproximar da vítima. Apesar de alertada pelo sistema de monitoramento, que a instruiu a deixar a área delimitada pelo Juizado de Violência Doméstica contra a Mulher, a mulher persistiu em desrespeitar a ordem judicial. A violação acionou rapidamente o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), que enviou uma viatura ao local para efetuar a prisão.
Monitoramento eficiente
A ação foi fundamental para evitar um possível confronto, garantindo a segurança da vítima. Ela foi conduzida à 21ª Delegacia de Polícia, onde foi autuada em flagrante por desobediência à medida protetiva.
O secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, celebrou o sucesso da operação. “A prisão em flagrante é uma prova da eficácia do nosso sistema de proteção e do trabalho integrado das instituições de segurança pública”, afirmou.
Desde a criação do Serviço de Proteção à Mulher, em março de 2021, o DF já registrou 92 prisões por descumprimento de medidas protetivas. Embora a maioria dos casos tenha sido resolvida sem prisões, as autoridades destacam a importância do monitoramento contínuo e da resposta rápida em situações de risco.
Andrea Boanova, titular da Diretoria de Monitoramento de Pessoas Protegidas (DMPP), enfatizou que a persistência de alguns agressores em violar a medida protetiva exige vigilância constante. “Felizmente, todas as vítimas monitoradas até hoje tiveram sua integridade preservada”, ressaltou.
O sistema, operando de forma integrada no Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob), tem mostrado resultados positivos, com o Copom da Polícia Militar atuando de forma ágil e eficiente. Em março, esta já é a quinta prisão relacionada à violação de medidas protetivas.
A situação reforça a importância da aplicação rigorosa das medidas de segurança e a necessidade de as vítimas continuarem denunciando agressões. As autoridades seguem alertando para a importância da fiscalização contínua como um mecanismo essencial para a proteção de mulheres em situação de risco.