Vendas no varejo do DF caem em janeiro, mas mantêm alta no acumulado anual

Comércio local apresenta retração no início de 2025, mas segue em crescimento nos últimos 12 meses

Redação
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O comércio varejista do Distrito Federal iniciou 2025 com uma queda de 1,2% nas vendas em janeiro, quando comparado a dezembro do ano anterior. A retração veio após um mês de forte alta, impulsionada pelas compras de fim de ano e pelo pagamento do 13º salário. No entanto, os números anuais mostram uma realidade mais positiva: em relação a janeiro de 2024, o volume de vendas cresceu 6,3%, e o acumulado dos últimos 12 meses registrou um aumento de 6,2%. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC-DF), do IBGE.

Apesar da queda de janeiro, a comparação com o ano passado revela que o comércio do DF mantém-se em território positivo, especialmente quando se observa o varejo ampliado. Este segmento, que abrange setores como veículos, materiais de construção e peças, registrou crescimento de 1,2% em relação ao mês anterior e 5,4% em relação a janeiro de 2024. Já o varejo restrito, que envolve produtos de consumo imediato, como alimentos, roupas e medicamentos, foi o responsável pela queda no primeiro mês de 2025.

José Aparecido Freire, presidente da Fecomércio-DF, explicou que a queda em janeiro era esperada. Historicamente, o mês de dezembro apresenta uma performance superior, com o impacto das festas de fim de ano e o aumento da renda das famílias com o pagamento do 13º salário. “Além disso, o crescimento expressivo de 2024 aumentou a base de comparação”, destaca. Para ele, o bom desempenho do varejo ampliado no DF, com crescimento contínuo em setores-chave, é um fator que traz otimismo para os próximos meses.

Expectativas de estabilidade para o comércio local

Freire também ressalta as particularidades da economia do DF, que possui uma base forte no funcionalismo público e apresenta registros de queda no desemprego. Esses fatores contribuem para a manutenção do consumo local. “Apesar das projeções nacionais para 2025 serem mais conservadoras, acreditamos que o comércio local deve se manter estável, sustentado pela economia da região”, complementa.

A pesquisa também revelou que 15 das 27 unidades da federação apresentaram crescimento no volume de vendas em janeiro, com destaque para Amapá (+13,1%), Tocantins (+4,6%) e Mato Grosso (+3,1%). Por outro lado, estados como Sergipe (-3,9%), Roraima (-3,5%) e Alagoas (-2,0%) registraram quedas no mês.

Setores como móveis e eletrodomésticos (+29,8%), artigos farmacêuticos (+9,6%) e combustíveis (+5,8%) tiveram alta contínua, refletindo um comportamento de consumo consistente. Por outro lado, o setor de equipamentos para escritório e informática sofreu uma queda acentuada de 36,7%, marcando o sexto mês consecutivo de retração. Livros, jornais e papelaria também apresentaram uma diminuição de 11,3% nas vendas.

Em resumo, embora o início de 2025 tenha mostrado uma desaceleração nas vendas do varejo do DF, o cenário anual permanece positivo. A previsão é de estabilidade, com alguns setores seguindo em alta, o que contribui para a confiança no comércio local.

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