Forças Armadas entram em pacote de corte de gastos com mudanças em benefícios

Medidas incluem mudanças em benefícios das Forças Armadas, com foco em ajuste fiscal

Paulo Cesar Sampaio
Por Paulo Cesar Sampaio 2 Min Leitura
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Segundo o ministro da Defesa (foto), os comandantes das Forças Armadas entenderam que os cortes são "para o bem do país" Imagem: Valter Campanato/Agência Brasil
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O ministro da Defesa, José Múcio, anunciou na quarta-feira (20) que chegou a um consenso com o Ministério da Fazenda sobre o pacote de redução de gastos proposto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O objetivo é otimizar recursos públicos, promovendo maior eficiência na gestão. O plano de contingência prevê um corte de R$ 70 bilhões para os anos de 2025 e 2026.

Entre as mudanças confirmadas estão alterações em benefícios das Forças Armadas, como a extinção da chamada “morte ficta”, ajustes no fundo de saúde, revisão nas regras de transferência de pensão e a criação de uma idade mínima para a transferência de militares para a reserva remunerada.

“O ajuste fiscal é necessário para o país. Apesar das especificidades das Forças Armadas, conseguimos negociar adequações importantes, sempre respeitando nossa cronologia de promoções”, explicou o ministro.

Segundo Múcio, embora tenha havido resistência inicial de alguns setores do alto comando, prevaleceu o entendimento sobre a necessidade de contribuir para o equilíbrio das contas públicas. “O corte não será maior que o gesto solidário das Forças Armadas ao aderir ao pacote”, afirmou.

Confira as principais alterações:

  • Extinção da morte ficta: famílias de militares expulsos deixarão de receber o soldo e passarão a ter direito apenas ao auxílio-reclusão, conforme previsto na Lei 8.112/90.
  • Fundo de saúde: implementação de uma contribuição de 3,5% sobre a remuneração dos militares, com validade até janeiro de 2026.
  • Transferência de pensão: fim da reversão para beneficiários de segunda e terceira ordens, restringindo o benefício aos cônjuges, companheiros e filhos.
  • Idade mínima para reserva remunerada: estabelecimento progressivo da idade mínima de 55 anos, com regras de transição.
  • O pacote será oficialmente detalhado nas próximas semanas pelo governo federal.

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